Saúde

Viana (ES) começa a vacinar população com meia dose da AstraZeneca

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Moradores voluntários da cidade de Viana (ES) começaram a se vacinar neste domingo (13) com meia dose da vacina AstraZeneca/Oxford. Eles fazem parte de um projeto voltado a avaliar a eficácia de uma dose menor do imunizante na redução do número de casos de covid-19.

A ação tem como público-alvo aproximadamente 35 mil pessoas entre 18 a 49 anos que não fazem parte do grupo prioritário estabelecido pelo Plano Nacional de Imunizações (PNI) e ainda não foram vacinadas. De acordo com o governo estadual, a participação é voluntária e a vacinação será realizada com doses doadas pelo PNI.

O projeto de vacinação em massa, batizado de Projeto Viana Vacinada, faz parte de um estudo científico realizado por pesquisadores do Hospital Universitário da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e conta com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e do Ministério da Saúde.

A iniciativa é justificada devido à falta de vacinas para imunização em massa. O Viana Vacinada também vai avaliar, entre outros pontos, a diminuição de números de casos de covid-19, com internações e mortes.

“Além do benefício do acesso à vacinação contra covid-19 para o participante, a estratégia de vacinação de toda a população, também tem o objetivo de reduzir a transmissão do vírus em Viana. O resultado desse estudo pode reorientar a estratégia de vacinação no Brasil e no mundo com mais vacinas para mais pessoas em menos tempo”, diz a página do projeto na internet.

A eficácia da estratégia de vacinação com meia dose já foi testada e utilizada em outros momentos de emergência de saúde pública, como na epidemia de febre amarela, em que obteve êxito e garantiu a vacinação do Brasil e da África.

A vacinação dos cidadãos de Viana ocorrerá até as 17h em 174 salas de 35 zonas eleitorais espalhadas pela cidade.

Ao todo, serão 450 vacinadores voluntários, cedidos pelo governo do estado, município e instituições de ensino.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Especialistas recomendam vacinas contra doenças mais comuns no inverno

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O efeito do clima frio e seco nas mucosas do sistema respiratório e a convivência em ambientes mais fechados estão entre as razões que fazem do inverno um período mais propício para doenças de transmissão respiratória. Além de se agasalhar, usar máscara e redobrar os cuidados de higiene, especialistas ouvidos pela Agência Brasil recomendam vacinas já disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e em clínicas privadas para reforçar as defesas do organismo.

A lista de enfermidades que se propagam na estação mais fria do ano vai desde as tradicionais gripes, causadas pelo vírus Influenza, até a covid-19, contra a qual todo o grupo de risco já pode se vacinar. Há ainda as infecções bacterianas, que causam doenças como a meningite e a pneumonia.

Influenza

As vacinas contra o vírus Influenza estão disponíveis no SUS e em clínicas privadas. Na rede pública, a vacina protege contra três tipos do vírus: duas cepas do tipo A e um dos tipos de Influenza B. Já na rede privada, a vacina é quadrivalente, por proteger também contra um segundo tipo B do Influenza.

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a vacina contra a gripe é recomendada para toda pessoa a partir de 6 meses de vida, principalmente aquelas de maior risco para infecções respiratórias, que podem ter complicações e a forma grave da doença. No SUS, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe está na terceira etapa, com foco em nove públicos alvos LINK 1 .

Nas duas primeiras etapas da campanha nacional, foram vacinados pessoas acima dos 60 anos de idade, professores, crianças de seis meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias); gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto); povos indígenas e trabalhadores da saúde. As pessoas que ainda não se vacinaram podem ir a um posto de saúde.

Covid-19

Como a campanha de vacinação contra a gripe ocorre ao mesmo tempo que a imunização contra a covid-19, a orientação do Ministério da Saúde é priorizar a vacina contra a covid-19 e só receber a dose do imunizante contra o Influenza 14 dias depois de vacinado contra a covid-19.

A diretora da Regional Espírito Santo da SBIm, Ana Paula Burian, lembra que tanto a gripe quanto a covid-19 são mais facilmente transmitidas em ambientes fechados e sem o uso de máscara. Sobre a covid-19, ela destaca que as medidas de prevenção não podem ser suspensas com a vacinação.

“O CDC [Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos] recomenda quatro passos para evitar a covid-19: uso de máscara, distanciamento, hábitos de higiene e vacina. Um único mecanismo desses não é suficiente para proteger ninguém contra a covid”, alerta. “É importante que, tomando ou não a vacina, e o ideal é que todos tomem as duas doses, mantenha o uso de máscara, o distanciamento social e a higiene das mãos”.

A diretora da SBIm explica que, como o mundo vive uma pandemia, não é possível atribuir uma sazonalidade à covid-19, já que sua incidência se dá em todos os locais e em todas as épocas do ano. Mesmo assim, o agravamento da pandemia no último inverno do Hemisfério Norte e os hábitos da população diante do frio preocupam e requerem uma vacinação mais rápida e com ampla adesão da população.

“Em lugares muito frios, as pessoas tendem a se reunir em ambientes pequenos e fechados para se aquecer e acabam se alimentando nesse ambiente. Se eu estou em um restaurante em que todo mundo tira a máscara, e está tudo fechado porque está frio, a chance de disseminar a doença ali é maior”, disse.

Meningite e pneumonia

Ambientes fechados também podem facilitar a circulação de bactérias que causam doenças graves como a meningite e a pneumonia. Infectologista e gerente médica de vacinas da GSK, Lessandra Michelin explica que, além do comportamento das pessoas no frio, o próprio clima facilita a disseminação das doenças respiratórias.

“Quando a gente se expõe ao ar frio, muitas vezes a nossa mucosa fica seca, fica mais machucada e fica mais propensa à infecção”, destaca a infectologista, que defende a combinação da vacinação com hábitos saudáveis para uma proteção completa. “Estar bem agasalhado, bem hidratado e bem alimentado nessa época de frio também ajuda a prevenir infecção”, recomenda.

No caso das pneumonias e meningites, o calendário de vacinação da criança do Programa Nacional de Imunizações prevê a vacina Pneumocócica 10 valente, que, segundo a SBIm, previne cerca de 70% das doenças graves (pneumonia, meningite, otite) causadas por dez sorotipos de pneumococos. Já a vacina pneumocócica conjugada 13-valente, que previne contra 13 sorotipos da bactéria, pode ser encontrada nos Centro de Referências para Imunobiológicos Especiais (Crie), para pacientes com condições específicas de saúde, e em serviços privados de vacinação. Há ainda a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente, para crianças, adolescentes e adultos de grupos de risco para doença pneumocócica e para pessoas com mais de 60 anos de idade.

Outra doença bacteriana de transmissão respiratória que pode ser prevenida com vacinas é a coqueluche. A imunização contra a doença é feita pela vacina dTpa, que protege também contra o tétano e a difteria. O imunizante pode ser encontrado em clínicas privadas e, no SUS, está disponível para gestantes, puérperas e profissionais de saúde que atuam em maternidades e serviços de atendimento a recém-nascidos.

“Vacina não é só para criança, é um programa de família. Todo mundo pode ser protegido, a criança, o bebê, o adolescente, adultos, idosos, gestantes”, disse Lessandra Michelin, acrescentando que dúvidas em relação a quais vacinas tomar também podem ser tiradas em consultas médicas. “O médico vai revisar quais são as vacinas recomendadas para a faixa etária e vai indicar”.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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