Geral

Variante Ômicron é a predominante no Distrito Federal

Publicado

em


“É esperado um aumento das internações, mas não de maneira proporcional à quantidade de casos. Não será como na primeira onda ou na segunda onda”Fernando Erick Damasceno, secretário adjunto de Assistência à Saúde

A variante Ômicron do coronavírus Sars-CoV-2 já é a predominante no Distrito Federal. De acordo com o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), um novo sequenciamento genômico finalizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) revelou que 84,61% das amostras eram da variante Ômicron, sendo o restante da variante Delta. Dessa forma, já é possível afirmar a predominância da variante africana.

Ao todo, são 59 casos da Ômicron confirmados pela unidade de saúde, mas o entendimento é que essa predominância também se reflita nos casos não investigados. “Essa evolução abrupta está diretamente relacionada à variante Ômicron”, avalia a chefe do Cievs, Priscilleyne Reis.

Secretaria de Saúde reforçou a testagem para acompanhar a evolução da doença e impedir novas infecções | Foto: Breno Esaki/Agência Brasília

O secretário adjunto de Assistência à Saúde, Fernando Erick Damasceno, lembra que o DF tem apresentado números da pandemia que confirmam as características da Ômicron registradas em outros países, como maior capacidade de infecção, mas com menor gravidade. “É esperado um aumento das internações, mas não de maneira proporcional à quantidade de casos”, diz. “Não será como na primeira onda ou na segunda onda.”

Reforço

A Secretaria de Saúde (SES) adotou providências para aumentar a disponibilidade de leitos, além de reforçar a testagem para acompanhar a evolução da doença e impedir novas infecções. “O nosso objetivo é diminuir a circulação do paciente positivo”, afirma Fernando Erick.

O DF também tem hoje mais de 11 mil casos de influenza A confirmados, sendo 217 subtipados como H3N2. Há, também, 530 casos de coinfecção de influenza e covid-19. “A grande maioria dos casos serão síndromes gripais, seja pela influenza, seja pela variante Ômicron, com sintomas leves ou até sem sintomas”, explica o secretário adjunto. Porém, para combater as infecções, a orientação é a mesma aplicada às duas doenças: utilizar máscara e álcool gel, evitar aglomerações e manter a chamada etiqueta respiratória.

Fernando Erick ressalta que o cenário atual, com aumento da procura nas unidades básicas de saúde e nas emergências dos hospitais, requer respeito aos profissionais de saúde. “Essa fila grande, às vezes a demora, não é culpa da técnica de enfermagem, da enfermeira, do médico que está na linha de frente”, avalia. “É toda uma conjuntura de sobrecarga, e esse profissional está dando o sangue e tem que ser valorizado em todos os momentos.”

Vacinação

Os gestores da pasta defendem que a proteção no DF contra a covid-19 é resultado da cobertura vacinal alcançada até o momento. “Hoje, temos a tranquilidade e o orgulho de dizer que o DF atingiu 92,02% da sua população acima de 12 anos com o esquema de vacinação pelo menos iniciado ou com a dose única”, destaca o diretor de Vigilância Epidemiológica da SES, Fabiano dos Anjos.

Até o momento, foram mais de 5 milhões de doses de vacina aplicadas. Somente na última semana, foram aplicadas 101.849 doses, com destaque para 3.620 pessoas que decidiram receber a primeira dose.

O secretário de Saúde, Manoel Pafiadache, convoca todos que ainda não foram em busca da imunização: “O nosso escudo vacinal é de responsabilidade de todos nós. E todos aqueles que ainda estão indecisos, por favor, lembrem-se que estamos fazendo algo muito positivo para a coletividade”.

*Com informações da Secretaria de Saúde

Fonte: Governo DF

Comentários do Facebook
Continue lendo
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Praça do Gavião, no Cruzeiro, vai ganhar novo campo sintético

Publicados

em


O GDF iniciou um amplo projeto de recuperação da Praça Gavião, no Cruzeiro Velho, localizada na quadra 5. Inicialmente está sendo construído um campo sintético, que deve ficar pronto ainda este mês. O valor do investimento para essa ação é de R$ 650 mil, verba executada por meio de emenda parlamentar do distrital Reginaldo Sardinha.

Na sequência, serão construídas ainda duas quadras de areia, diversificando as modalidades de práticas esportivas na cidade. O custo desses dois espaços é de quase R$ 140 mil.

A primeira fase do projeto, a construção da base do campo, já foi finalizada. Agora é só esperar a execução da segunda parte, que consiste na colocação do tapete, além da montagem dos alambrados e arquibancadas| Foto: Lucio Bernardo Jr./Agência Brasília

“Antes existia uma quadra de futebol comum ali mas, a partir de demanda da população, optamos em construir um campo sintético”, conta Kleyce Oliveira Silva, chefe de gabinete da Administração Regional do Cruzeiro. “Assim que terminar a construção do campo sintético, começam as obras das quadras de areia. Priorizamos as demandas do Cruzeiro Velho, que sempre ficaram à mercê das ações em relação ao Cruzeiro Novo”, diz.

“Estamos construindo e reformando dez campos sintéticos em todo o DF, esse do Cruzeiro é um deles e faz parte de um amplo projeto de democratização dos espaços esportivos da cidade”Gisele Ferreira, secretária de Esportes e Lazer

O campo society mede 880 metros quadrados. Ao todo, 20 homens trabalham nessa obra que receberá, em média, até 100 pessoas por final de semana. A primeira fase do projeto, a construção da base do campo, já foi finalizada. Agora é só esperar a execução da segunda parte da empreitada, que consiste na colocação do tapete, além da montagem dos alambrados e arquibancadas.

A obra faz parte de um pacote de iniciativas do Governo do Distrito Federal para, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer, atender as demandas da população nas áreas de lazer e práticas esportivas. Além do Cruzeiro, Taguatinga, Ceilândia, Riacho Fundo II, Recanto das Emas, Gama, Sobradinho II e Planaltina vão ganhar ou terão seus campos sintéticos recuperados.

“Essa segunda da fase da obra é mais rápida, fica pronta, no máximo, em uma semana”, explica Ozeias de Paulo Marques, chefe da Assessoria de Obras e Infraestrutura da Secretaria de Esportes. “Estamos construindo e reformando dez campos sintéticos em todo o DF, esse do Cruzeiro é um deles e faz parte de um amplo projeto de democratização dos espaços esportivos da cidade”, destaca a secretária de Esporte e Lazer, Gisele Ferreira.

“Agora vai ficar ótimo, é um resgate importante, trazendo de volta um lugar bastante usado pelos jovens”, elogia a advogada Marcela Moraes, moradora da região | Foto: Lucio Bernardo Jr./Agência Brasília

Moradora há mais seis anos do setor, a advogada Marcela Moraes, 40 anos, acha a iniciativa do GDF de reformar o antigo campo society excelente . Sobretudo porque potencializa as práticas esportivas entre os jovens. “Aqui funcionava uma escolinha particular de futebol que parou porque as condições do lugar estavam péssimas, com tudo solto, bem ruim mesmo”, conta. “Agora vai ficar ótimo, é um resgate importante, trazendo de volta um lugar bastante usado pelos jovens”, emenda.

Funcionário público aposentado, Eder Jorge, 53, mora há cinco anos no Cruzeiro. Ele garante que a recuperação de toda a praça, um espaço cativo na região, mexe com a autoestima da população. “Ninguém gosta de ver a cidade suja, largada, com os espaços públicos abandonados”, observa. “O novo campo vai trazer alegria e mais vida para o local, assim como os outros novos espaços”, defende.

Fonte: Governo DF

Comentários do Facebook
Continue lendo

GOIÁS

MINAS GERAIS

DISTRITO FEDERAL

POLÍTICA NACIONAL

MAIS LIDAS DA SEMANA