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Entidades pedem liberação de recursos para ciência e tecnologia

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A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e outras entidades da área de ciência, tecnologia e inovação realizaram nesta sexta-feira (15) uma mobilização em defesa do setor. A iniciativa teve como objetivo pressionar autoridades públicas para recuperar e liberar o orçamento da área, que teve redução de R$ 690 milhões.

Hoje, oito entidades da Iniciativa para a Ciência e Tecnologia no Parlamento (ICTP.br) enviaram uma carta ao ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, para a liberação dos R$ 2,7 bilhões ainda existentes no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) em 2021.

As organizações questionam também o redirecionamento para outras áreas de R$ 515 milhões originalmente previstos para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no projeto de lei nº 16 de 2021. A matéria foi aprovada pelo Congresso Nacional no início do mês, com remanejamento feito a pedido do Ministério da Economia.

A mobilização promovida hoje contou com a parceria com outras organizações da sociedade ligadas ao campo da produção científica, como associações de fundações de amparo à pesquisa, de dirigentes universitários e de pós-graduandos.

Uma das ações da mobilização foi a realização de um debate virtual com representantes dessas entidades. O representante da Associação Nacional dos Dirigentes de Ensino Superior (Andifes), Dácio Mateus, defendeu a reposição dos recursos previstos para a pesquisa científica e destacou que 90% da ciência brasileira é realizada em universidades e instituições públicas.

“Para o desenvolvimento da ciência é fundamental que os recursos necessários sejam continuados e permanentes, para que se possa ter planejamento e se possa avançar no desenvolvimento da ciência e tecnologia. A ciência é feita sobretudo com alunos da nossa pós-graduação, a principal força de trabalho para as atividades científicas”, declarou Mateus.

O presidente do Conselho Nacional de Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), Odir Delagostin, lamentou a necessidade de ter que defender algo “tão importante para o desenvolvimento econômico”. Ele criticou a queda de recursos para as áreas de ciência, tecnologia e inovação no Brasil.

“É imprescindível que os recursos do FNDCT sejam liberados e que a gente tenha recursos necessários para os programas que são tão importantes na área de ciência e tecnologia.”

A presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Flávia Calé, afirmou que os cortes mostram uma desvalorização da ciência em meio a um cenário de mudanças tecnológicas profundas no mundo.

“O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico deve ser tratado de forma estratégica, financiando a carreira científica desde a pós-graduação”, defendeu. A pesquisadora acrescentou como tema de atenção a paralisação da avaliação da Coordenação de Avaliação de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Sobre os cortes de verbas na programação orçamentária do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, o Ministério da Economia já havia se manifestado no dia 8 de outubro, quando emitiu nota detalhada sobre a ação.

“Não são recursos originados da reserva de contingência do FNDCT. Entre essas demandas, consta o atendimento de R$ 89,8 milhões para o MCTI. Desse total, R$ 63 milhões serão destinados para despesas com produção e fornecimento de radiofármacos no país. Outros R$ 19 milhões vão para o funcionamento das instalações laboratoriais que dão suporte operacional às atividades de produção, prestação de serviços, desenvolvimento e pesquisa. Estão contempladas ainda despesas do Ministério da Saúde, Educação (R$ 107 milhões para a concessão de bolsas de estudo no ensino superior e outros R$ 5 milhões para o apoio ao desenvolvimento da educação básica), Cidadania, Comunicações, Desenvolvimento Regional (R$ 150 milhões para ações de proteção e Defesa Civil associadas à distribuição de água potável às populações atingidas por estiagem e seca (Operação Carro-Pipa), R$ 100 milhões para a integralização de cotas de moradia do Fundo de Arrendamento Residencial e R$ 2,2 milhões para obras de infraestrutura hídrica) e Agricultura, Pecuária e Abastecimento”, informa o comunicado.

A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Ciência, Tecnologia & Inovação (MCTI) e a Casa Civil e aguarda resposta.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Geral

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Grupo com atuação no tráfico internacional de cocaína é alvo da PF

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (2) a Operação Manifest, para combater uma organização criminosa com atuação no tráfico internacional de cocaína através da rota Bolívia-Paraguai-Brasil, com uso de aviões.

Segundo a PF, a organização é formada por empresários do setor de aviação agrícola, advogados, pilotos e indivíduos ligados a uma facção criminosa de atuação nacional.

“As investigações iniciaram em dezembro de 2020 a partir de um acidente aéreo ocorrido no município gaúcho de Muitos Capões. Na oportunidade, o avião utilizado para transportar a droga sofreu avarias no momento do pouso e permaneceu escondido, em meio à plantação, por cerca de uma semana”, diz a PF.

Cerca de 150 policiais federais cumprem, desde o início da manhã de hoje, 15 mandados de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão. Também estão sendo executadas ordens judiciais para bloqueio de imóveis e contas bancárias, sequestro e apreensão de dez aeronaves e outros veículos, além de bens que estiverem em poder do grupo.

As ações ocorrer nos estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Roraima e no Distrito Federal.

Edição: Aécio Amado

Fonte: EBC Geral

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