Economia

Dólar cai para menor valor em dois meses com inflação fraca nos EUA

Publicado

em


Embalado pelos dados de inflação nos Estados Unidos, o mercado financeiro teve um dia de trégua. O dólar caiu pela segunda sessão seguida e atingiu o menor valor em quase dois meses. A bolsa de valores zerou as perdas do ano e retomou os 105 mil pontos.

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (12) vendido a R$ 5,535, com recuo de R$ 0,045 (-0,81%). A cotação abriu a manhã em alta, aproximando-se de R$ 5,60 nos primeiros minutos de negociação, mas passou a cair com após a divulgação da inflação de dezembro nos Estados Unidos.

Com o desempenho de hoje, a divisa acumula queda de 0,74% nos primeiros dias de 2022. Há exatamente uma semana, a moeda norte-americana tinha atingido R$ 5,71, no maior valor do ano até agora.

O mercado de ações também teve um dia de recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 105.686 pontos, com alta de 1,84%. Essa foi a segunda alta seguida do indicador, que reverteu as perdas acumuladas em 2022 e agora sobe 0,82% nos primeiros dias do ano.

Hoje, o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos divulgou que a inflação ao consumidor ficou em 0,5% em dezembro e encerrou 2021 em 7%. Apesar de a inflação ser a mais alta desde 1982, o indicador ficou dentro das expectativas, reduzindo as pressões para o aperto monetário na maior economia do planeta.

O Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) deve começar a elevar os juros básicos em março, mas outras medidas, como a venda dos títulos comprados pelo órgão desde o início da pandemia de covid-19, poderão ficar para o segundo semestre. Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de recursos de países emergentes, como o Brasil, o que ocasionou a disparada do dólar e a queda na bolsa até o início desta semana.

* Com informações da Reuters

Edição: Fábio Massalli

Comentários do Facebook
Continue lendo
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Ministério da Economia mantém previsão do PIB em 1,5%

Publicados

em

O governo federal alterou para cima a previsão da inflação deste ano. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que em março era estimado em 6,55% para o ano, agora teve a previsão elevada para 7,9%. A estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu de 6,7% para 8,10%, e a do Índice Geral de Preços (IGP-DI), de 10,01% para 11,4%. A estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 1,5%. Os dados, divulgados hoje (19), são do Boletim Macro Fiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia.

Para 2023, o governo federal manteve também a previsão do PIB e aumentou a da inflação. O PIB, segundo a estimativa, deverá fechar 2023 com alta de 2,5% (a mesma previsão do último boletim, divulgado em março). Já o IPCA deverá encerrar 2023 em 3,6% (a previsão de março era alta de 3,25%); o INPC, em 3,7% (3,5% era a estimativa em março); e o IGP-DI, em 4,57% (4,42%).

“A expectativa para a taxa de inflação [IPCA] aumentou de 6,55% para 7,90% em 2022 e de 3,25% para 3,60% em 2023. A partir de 2024, espera-se convergência da inflação [IPCA] para a meta de 3%. Em relação ao INPC, a projeção para 2022 elevou-se de 6,70% para 8,10%”, diz o texto do documento.

Segundo o boletim, a melhora no desempenho do PIB brasileiro tem ocorrido em razão da retomada no setor de serviços e ampliação dos investimentos, o que, de acordo com o documento, tem refletido na recuperação do mercado de trabalho. O texto destaca que o setor de serviços cresceu 1,8% no primeiro trimestre de 2022, atingindo o maior patamar desde maio de 2015.

“A estimativa de crescimento do PIB brasileiro para 2022 foi mantida em 1,5%. De 2023 em diante, as estimativas permaneceram em 2,5%. Desde março, em linha com as projeções da SPE, pode-se notar uma revisão altista das expectativas de mercado para a atividade econômica”, diz o texto.

Edição: Fernando Fraga

Comentários do Facebook
Continue lendo

GOIÁS

MINAS GERAIS

DISTRITO FEDERAL

POLÍTICA NACIONAL

MAIS LIDAS DA SEMANA