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Consórcio Brasil Verde é tema do Fórum de Governadores

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Com o intuito de deliberar sobre a minuta do protocolo de intenções de criação do Consórcio Brasil Verde, governadores e representantes de 17 estados e do Distrito Federal participaram, na noite desta quinta-feira (14), da reunião virtual do Fórum Nacional de Governadores. A criação do consórcio interestadual visa promover ações conjuntas para o enfrentamento dos efeitos adversos das mudanças climáticas no Brasil, em prol do crescimento sustentável.

A finalização e a aprovação do texto do documento serão oficializadas em um novo encontro previsto para novembro, após parecer da equipe técnica, formada por procuradores-gerais dos estados e representantes das secretarias estaduais pertinentes à área. Aprovado, o protocolo seguirá para apreciação das propostas nas assembleias legislativas estaduais e na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), objetivando iniciar os trabalhos em 2022.

Neutralização da emissão de carbono, fiscalização do desmatamento ilegal e investimento em fontes de energia renovável fazem parte das metas do consórcio

No consórcio interestadual, o Distrito Federal será representado pelo secretário do Meio Ambiente, Sarney Filho, e pela procuradora-geral do DF, Ludmila Galvão, conforme anunciou, durante a reunião, o vice-governador Paco Britto – que representou o governador Ibaneis Rocha.

Assim como os demais participantes do evento, Paco declarou apoio ao nome do governador do Espírito Santo, José Renato Casagrande, para a primeira presidência do consórcio. “Vou corroborar a opinião do [governador de São Paulo] João Dória, para que Renato Casagrande ocupe a presidência do Consórcio Brasil Verde por um ano, podendo [o mandato] ser ampliado por mais um ano”, disse o vice-governador do DF, sinalizando a importância da ampliação do mandato para melhor atuação na “economia verde”.

Plano de trabalho

A expectativa dos governadores é que essa etapa da criação do Consórcio Brasil Verde seja concluída antes do início da Conferência das Nações Unidas sobre mudança climática de 2021 (COP26), que ocorrerá entre o dia 31 deste mês e 12 de novembro, em Glasgow (Escócia).

Na ocasião, os gestores vão apresentar o consórcio como a iniciativa de maior relevo no âmbito das políticas subnacionais de enfrentamento da mudança climática. Temas como a neutralização da emissão de carbono, a fiscalização do desmatamento ilegal, o reflorestamento e o investimento em fontes de energia renovável farão parte do plano de trabalho do consórcio.

Até o momento, além do DF, já confirmaram participação no consórcio os representantes dos estados do Amapá, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

Objetivos

Conforme consta na minuta, o consórcio tem por finalidades:

  • Propiciar ganhos de escala na contratação de serviços e bens e nas ações voltadas para a questão do enfrentamento das mudanças climáticas realizadas em conjunto pelos entes consorciados;
  • Viabilizar acesso às informações e ao know-how entre os estados;
  • Ampliar a compreensão e o encaminhamento das necessidades e agendas políticas regionais;
  • Fortalecer as capacidades dos entes consorciados;
  • Formalizar parcerias;
  • Ampliar as redes colaborativas entres os estados e fomentar a inovação.

Foi ainda abordada a criação de coordenações regionais por biomas – floresta amazônica, cerrado, pampas, mata atlântica, caatinga e pantanal –, sem descuidar das questões peculiares de cada estado. “Há o respeito pelas questões locais e regionais”, pontuou o governador de São Paulo. “Não haverá intervenções regionais, que poderiam provocar conflito”.

Retrospectiva

O tema de governança climática faz parte da agenda da coalizão Governadores pelo Clima, formalizada em 20 de abril deste ano, quando foi enviada uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, manifestando interesse no desenvolvimento de parcerias na área ambiental. O documento recebeu apoio de 23 estados e do Distrito Federal.

No início deste mês, no âmbito dessa coalizão, 16 governadores assinaram a Carta de Manaus, em que solicitaram ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, apoio à aprovação do projeto de lei n° 528/2021, cujo propósito principal é regulamentar o mercado brasileiro de redução de emissões de carbono.

Fonte: Governo DF

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Praça do Gavião, no Cruzeiro, vai ganhar novo campo sintético

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O GDF iniciou um amplo projeto de recuperação da Praça Gavião, no Cruzeiro Velho, localizada na quadra 5. Inicialmente está sendo construído um campo sintético, que deve ficar pronto ainda este mês. O valor do investimento para essa ação é de R$ 650 mil, verba executada por meio de emenda parlamentar do distrital Reginaldo Sardinha.

Na sequência, serão construídas ainda duas quadras de areia, diversificando as modalidades de práticas esportivas na cidade. O custo desses dois espaços é de quase R$ 140 mil.

A primeira fase do projeto, a construção da base do campo, já foi finalizada. Agora é só esperar a execução da segunda parte, que consiste na colocação do tapete, além da montagem dos alambrados e arquibancadas| Foto: Lucio Bernardo Jr./Agência Brasília

“Antes existia uma quadra de futebol comum ali mas, a partir de demanda da população, optamos em construir um campo sintético”, conta Kleyce Oliveira Silva, chefe de gabinete da Administração Regional do Cruzeiro. “Assim que terminar a construção do campo sintético, começam as obras das quadras de areia. Priorizamos as demandas do Cruzeiro Velho, que sempre ficaram à mercê das ações em relação ao Cruzeiro Novo”, diz.

“Estamos construindo e reformando dez campos sintéticos em todo o DF, esse do Cruzeiro é um deles e faz parte de um amplo projeto de democratização dos espaços esportivos da cidade”Gisele Ferreira, secretária de Esportes e Lazer

O campo society mede 880 metros quadrados. Ao todo, 20 homens trabalham nessa obra que receberá, em média, até 100 pessoas por final de semana. A primeira fase do projeto, a construção da base do campo, já foi finalizada. Agora é só esperar a execução da segunda parte da empreitada, que consiste na colocação do tapete, além da montagem dos alambrados e arquibancadas.

A obra faz parte de um pacote de iniciativas do Governo do Distrito Federal para, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer, atender as demandas da população nas áreas de lazer e práticas esportivas. Além do Cruzeiro, Taguatinga, Ceilândia, Riacho Fundo II, Recanto das Emas, Gama, Sobradinho II e Planaltina vão ganhar ou terão seus campos sintéticos recuperados.

“Essa segunda da fase da obra é mais rápida, fica pronta, no máximo, em uma semana”, explica Ozeias de Paulo Marques, chefe da Assessoria de Obras e Infraestrutura da Secretaria de Esportes. “Estamos construindo e reformando dez campos sintéticos em todo o DF, esse do Cruzeiro é um deles e faz parte de um amplo projeto de democratização dos espaços esportivos da cidade”, destaca a secretária de Esporte e Lazer, Gisele Ferreira.

“Agora vai ficar ótimo, é um resgate importante, trazendo de volta um lugar bastante usado pelos jovens”, elogia a advogada Marcela Moraes, moradora da região | Foto: Lucio Bernardo Jr./Agência Brasília

Moradora há mais seis anos do setor, a advogada Marcela Moraes, 40 anos, acha a iniciativa do GDF de reformar o antigo campo society excelente . Sobretudo porque potencializa as práticas esportivas entre os jovens. “Aqui funcionava uma escolinha particular de futebol que parou porque as condições do lugar estavam péssimas, com tudo solto, bem ruim mesmo”, conta. “Agora vai ficar ótimo, é um resgate importante, trazendo de volta um lugar bastante usado pelos jovens”, emenda.

Funcionário público aposentado, Eder Jorge, 53, mora há cinco anos no Cruzeiro. Ele garante que a recuperação de toda a praça, um espaço cativo na região, mexe com a autoestima da população. “Ninguém gosta de ver a cidade suja, largada, com os espaços públicos abandonados”, observa. “O novo campo vai trazer alegria e mais vida para o local, assim como os outros novos espaços”, defende.

Fonte: Governo DF

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